22 de dezembro de 2014

É Quase Natal...

O tempo é definitivamente o único elemento da vida justo! Igual para todos! ... mas tão escasso!
Nos dias de hoje ele não passa ... ele corre...
Acho que nos andámos a portar mal em algum momento e em algum momento algum duende malvado nos acelerou o ritmo dos ponteiros... ou, em alternativa, andamos tão tão distraídos e desenfocados que já não conseguimos fazer nada nem viver momento nenhum no «seu tempo» mas sim numa velocidade estonteante...
Com isto tudo... é Natal de novo!!

Hoje estou aqui a fechar encomendas, a embrulhar presentes, a enviar boas festas... e fiz uma retrospectiva a diferentes Natais da minha vida...
Os primeiros no Brasil - não me lembro!

Nos Estados Unidos toda a magia das luzes, da riqueza das decorações, dos «tantos presentes» escondidos para surpreender no dia, da troca de boas festas ainda por correio curiosamente com postais das crianças e das famílias (ou dos animais de estimação), do espírito verdadeiramente do Pai Natal da Coca Cola: brilhante, bonacheirão, feliz e ... sempre a correr! Ouve-se o Jingle Bells em todo o lado... O friozinho e o desejo de que seja uma noite branquinha a noite de Natal! (é uma tristeza quando não há neve no Natal!). O almoço de Natal, ou jantar é muito British :))) Na noite de 24 junto à lareira se houver na casa, ou em alternativa junto à árvore, fica o pratinho com bolachinhas e um copo de leite para o Pai Natal e a manhã de 25, dia de Natal, é o grande dia, ainda em pijama toda a família abre os presentes. Curiosamente é muito consumismo misturado... mas também é um momento de família, também aqui com essa intensidade se consegue ver se há ou não união e amor observando a diversão ao o fazerem.
A cidade com o Natal mais mágico, para mim, é sem dúvida NY!

Rockefeller Center , NY
Em Inglaterra - riu-me quando recordo!! Noite de Natal - dia 24 - copos com o pessoal. Tudo com grandes jantaradas - bifes nos topos das ementas, idas a bares, noitada garantida. Na rua, inglesas de pele roxa com o frio vestidas como se estivessem em Albufeira (eu tinha casacos e chapéus que poderiam aquecer 7 .....) Uma folia! O dia de Natal começa com um almoço tardio (para dar tempo de recuperar da ressaca ahahah) very very british, ementa boa - o peru no forno (ou outra ave) com o seu stuffing, gravy, roasted patatoes, sweet patotes, cranberry sauce, vegetables e tudo tudo tudo (fico com água na boca só de pensar! - temos repetido esta ementa por cá no almoço de Natal), Christmas Crackers para todos e mais uma vez muitos presentes - sempre alguns mais irónicos tal como o humor que os caracteriza.

Christmas Crackers
África do Sul muito muito parecido com o Natal Inglês mas com um calor de pleno Verão. Churrascadas nos quintais, calções e chinelos - estranho para alguém no hemisfério norte :)))))

Venezuela foi onde fui mais «enganada». Recordo um Natal em que estava «sozinha» e em que me «acolheram» uma família de amigos luso-venezuelanos, ainda hoje muito amigos (e com a minha Marlene e família em terras portuguesas).
Começo pelo «engano» - perguntam-me se conheço a musica de Natal Venezuelana, as Gaitas e os Tambores e eu nesse momento imaginei um Jingle Bells com algum ritmo, uma Avé Maria... tocado com umas gaitas... doeu-me o coração com toda a nostalgia do arrependimento de não ter «ido para casa» em prol de trabalho... quando ouço uma música acelerada, tambores, folia, merengue e salsa, criticas nas letras... no fim  rendi-me e até eu as dancei e as cantarolei...
Provei tudo o que era típico no Natal daquele cantinho da América Latina - mais relevante o famoso Pan de Jamon e as Hallacas que ADORO - são uma tradição que os mais velhos me contaram que vinha do tempo dos escravos. O nome referia-se aos ingredientes de halla (significa encontrado - os ingredientes que sobravam das refeições dos senhores, patrões, espanhóis) e de acá (significa aquique eram os ingredientes da sua própria alimentação). De halla eram as carnes, as alcaparras, as uvas passa, as azeitonas e as de acá a farinha de milho e as folhas de bananeiras que envolvem o «empada» e que lhe dá um sabor único ao serem assim cozidos.
Natal na Venezuela - calor, muito calor. Dia de Natal milhares de pessoas nas praias... estranho , muito estranho :))))))))))
Hallacas
Nos últimos anos por cá, interrompidos só por esta fase mais ausente da minha vida em que ninguém sabia muito bem onde iria a seguir, criaram-se rotinas que vão deixando memórias... que já sabe bem contar e que acredito melhor saberão daqui a uns anos.
O bacalhau na noite de Natal, os cuscureus da Rosita, tradições vividas fora que se misturam com as nossas, o pai Natal cuja Lapónia é mesmo cá em casa - e que fez possível a magia da infância do nosso Tomas, hoje ainda faz da nossa Pilar e que começa agora a fazer do JB. Há alguns anos atrás fez dos meus afilhados quando eu insistia em me vestir de Pai Natal e dar assim anonimamente as suas prendas :)))  (saudades da minha Flávia pequenina...)
... muito pijama, muita família, ... e muitos miminhos embrulhados. Hoje embora com a alegria de uma criança cá em casa, muito mais reflexão e gratidão e sempre com saudades de quem está ausente. Muito mais certeza que Natal é bom que exista, mas que é apenas um estado de espírito, muitas memórias... que devia ser todos os dias!
Boas Festas! Que a Vida seja uma Festa... Todos os Dias!

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