30 de junho de 2014

A Fragilidade da Vida

Este confronto com a fragilidade da vida inquieta-me...

Este fim de semana foi repleto de tragédias... duas crianças e uma em estado grave num acidente de moto-quatro, uma criança carbonizada num incêndio na casa onde vivia, um jovem filho de uma figura mediática num acidente estúpido em casa de amigos ... estes foram os que não escapei a ouvir. Sim porque me recuso a ser tão informada como (se calhar) deveria. Não estou num período em que aguente gerir a minha vida e a felicidade minha e do meu filho ouvindo tantos negativos que hoje as noticias nos oferecem. Temos jornais que se torcermos acho que até sangue pingam...
Mas não fugindo ao assunto... como é frágil esta vida que tão orgulhosamente e muitas vezes irresponsavelmente vivemos... Deixamos tanto por dizer e por fazer ... e ela é um ápice!

Passamos a vida a fazer-nos perguntas... a ansiar respostas... com mil porquês...
... e nestes momentos de tanta dor (presumo ... e assusto-me só de pensar...), estes porquês vem tão carregados de dor!!!! ... e sequiosos de coragem e fé!
Porque ele/ela? Porque agora?
Acho que quando são crianças e jovens é pior... a ordem natural da vida não é essa! Um pai uma mãe deve criar e morrer primeiro... Eles, os jovens e as crianças supostamente ainda tem muito para fazer, viver, aprender.... e para um jovem morrer é desconcertante porque quando jovens julgamos-nos eternos...

A dor destas mães não a imagino e gostaria que a vida me poupasse ... acho que enlouqueceria!
Penso na minha avó, com 91 (quase 92) anos e 3 filhos enterrados.....

Quando perdemos um pai ou mãe somos órfãos, quando perdemos marido ou esposa somos viúvos... mas não há nome capaz de definir o estado em que um pai e uma mãe ficam ao perderem um filho.

Os meus sinceros sentimentos a estas famílias e que encontrem a fé e a coragem para aceitar e encontrar paz.




Um video que ... vejo sempre que duvido se devo ou não dizer, fazer, abraçar, arriscar...








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