24 de janeiro de 2014

Quero Abraçar O Meu Filho Todos Os Dias Da Minha Vida Até Eu Morrer

Na actualidade portuguesa há infelizmente uma história triste já com um mês: 6 jovens universitários que morreram na praia do Meco em circunstancias estranhas... ou seja ninguém sabe bem como nem porquê. Foram dias de alerta vermelho pela ondulação do mar e o mau tempo, frio pois estamos em pleno Inverno, que faziam estes jovens universitários ali, de noite, vestidos com os trajes académicos?
Parece que desconfiam de praxes. Estavam com um 7º colega - o Dux - que se safou! ... e que não fala! não explica! nada diz!

Eu não consigo parar muito tempo a pensar no sofrimento dos pais e familiares dos 6 jovens que um nó na garganta aperta-me imediatamente. Que desespero, que vazio ... e sem solução!

Li hoje já vários artigos sobre a indignação que os portugueses sentem um pouco solidários com a dor daqueles pais... e não podia deixar de registar aqui este em especial porque concordo com o autor e eu gostaria de ter escrito um paragrafo que o autor escreveu... gostaria porque sinto isso até ao fundo da alma. Não me viraria só para este Dux, virar-me-ia para este Dux e para qualquer outro do género :

(...) Sabes, quero me lembrar de ti para o resto da vida, Dux. Sabes porquê? Porque não quero que o meu filho cresça e se torne num dux. Quero que ele seja o oposto de ti. Quero que ele seja um líder e não um dux. Consegues pereceber o que digo, Dux? Quero que ele respeite todos e todas. Que ele lidere por exemplo. Que ele não humilhe ninguém. Que seja responsável. Que se chegue à frente sempre que tenha que assumir responsabilidades. Que seja corajoso e não um rato nem um cobardezinho. Que seja prudente e inteligente. E quero me lembrar também dos teus colegas que morreram. Porque não quero que o meu filho se deixe "mandar" e humilhar por duxezinhos como tu. Não quero que ele se acobarde nem se encolha perante nenhum duxezinho. Quero que ele saiba dizer "não" quando "não" é a resposta certa. Quando "não" pode salvar a sua dignidade, o seu orgulho ou até a sua vida. Quero que ele saiba dizer "basta" de cabeça erguida e peito cheio perante um duxezinho, um patrãozinho, um governozinho ou qualquer tirano mandão e inseguro que lhe apareça à frente. É isso que eu quero, Dux. Quem o vai preparar para a vida sou eu e a mãe dele, Dux. Não é nenhum dux nem nehuma comissão de praxes. Sabes porquê, Dux? Porque eu não quero um dia estar à espera de respostas de um cobarde com amnésia selectiva. Não quero nunca sentir o vazio dos pais dos teus colegas. Porque quero abraçar o meu filho todos os dias da minha vida até eu morrer, Dux. Percebeste? Até EU morrer. EU, Dux. Não ele. (...)

Não deixem de ler o post original:
Blog Pés no Sofá - Carta Aberta A Um Dux

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