30 de janeiro de 2014

Um Poema: Uma Verdade? Um Alerta?

Este vinil anda lá em casa desde que me lembro de existir e recordo me de ver muito «homem feito e direito» a chorar quando alguma vez o coloquei a tocar nos tempos em que organizava e era oradora em conferências e congressos.

Hoje, é para mim uma lembrança, um alerta de uma certeza: a das prioridades na minha vida.

«Filho, eu tenho algum tempo!»



NÃO TENHO TEMPO

Sei que você sente falta do abraço e do riso,
Do andar-a-pé até a padaria para comprar guaraná,
Do andar-a-pé até o jornaleiro para comprar "Pato Donald",
Mas sabe,  há quanto tempo não ando a pé na rua?
Não tenho tempo...
Mas você entende, sou um homem importante,
Tenho que dar atenção a muita gente,
Dependo delas... Filho, você não entende de comércio...!
Na realidade, sou um homem sem tempo!
Sei que você fica chateado,
Porque as poucas vezes que falamos é monólogo,  só eu falo.
E noventa e nove por cento é bronca:
Quero silêncio, quero sossego!
E você tem a péssima mania de vir correndo sobre a gente,
Você tem mania de querer pular nos braços dos outros...
Filho, não tenho tempo para abraçá-lo,
Não tenho tempo para ficar com papo-furado com criança.
Filho,
O que você entende de computador, comunicação, cibernética,
Racionalismo?
Você sabe quem é Marcuse, Mac Luan?
Como é que vou parar para conversar com você?
Sabe filho,
Não tenho tempo, mas o pior de tudo,
O pior de  tudo é que...
Se você morresse agora, já, neste instante,
Eu ficaria com um peso na consciência
Porque até hoje
Não arrumei tempo para brincar com você,
E na outra vida, por certo,
Deus não terá tempo de me deixar, pelo menos , vê-lo!
(Neimar de Barros)


24 de janeiro de 2014

Quero Abraçar O Meu Filho Todos Os Dias Da Minha Vida Até Eu Morrer

Na actualidade portuguesa há infelizmente uma história triste já com um mês: 6 jovens universitários que morreram na praia do Meco em circunstancias estranhas... ou seja ninguém sabe bem como nem porquê. Foram dias de alerta vermelho pela ondulação do mar e o mau tempo, frio pois estamos em pleno Inverno, que faziam estes jovens universitários ali, de noite, vestidos com os trajes académicos?
Parece que desconfiam de praxes. Estavam com um 7º colega - o Dux - que se safou! ... e que não fala! não explica! nada diz!

Eu não consigo parar muito tempo a pensar no sofrimento dos pais e familiares dos 6 jovens que um nó na garganta aperta-me imediatamente. Que desespero, que vazio ... e sem solução!

Li hoje já vários artigos sobre a indignação que os portugueses sentem um pouco solidários com a dor daqueles pais... e não podia deixar de registar aqui este em especial porque concordo com o autor e eu gostaria de ter escrito um paragrafo que o autor escreveu... gostaria porque sinto isso até ao fundo da alma. Não me viraria só para este Dux, virar-me-ia para este Dux e para qualquer outro do género :

(...) Sabes, quero me lembrar de ti para o resto da vida, Dux. Sabes porquê? Porque não quero que o meu filho cresça e se torne num dux. Quero que ele seja o oposto de ti. Quero que ele seja um líder e não um dux. Consegues pereceber o que digo, Dux? Quero que ele respeite todos e todas. Que ele lidere por exemplo. Que ele não humilhe ninguém. Que seja responsável. Que se chegue à frente sempre que tenha que assumir responsabilidades. Que seja corajoso e não um rato nem um cobardezinho. Que seja prudente e inteligente. E quero me lembrar também dos teus colegas que morreram. Porque não quero que o meu filho se deixe "mandar" e humilhar por duxezinhos como tu. Não quero que ele se acobarde nem se encolha perante nenhum duxezinho. Quero que ele saiba dizer "não" quando "não" é a resposta certa. Quando "não" pode salvar a sua dignidade, o seu orgulho ou até a sua vida. Quero que ele saiba dizer "basta" de cabeça erguida e peito cheio perante um duxezinho, um patrãozinho, um governozinho ou qualquer tirano mandão e inseguro que lhe apareça à frente. É isso que eu quero, Dux. Quem o vai preparar para a vida sou eu e a mãe dele, Dux. Não é nenhum dux nem nehuma comissão de praxes. Sabes porquê, Dux? Porque eu não quero um dia estar à espera de respostas de um cobarde com amnésia selectiva. Não quero nunca sentir o vazio dos pais dos teus colegas. Porque quero abraçar o meu filho todos os dias da minha vida até eu morrer, Dux. Percebeste? Até EU morrer. EU, Dux. Não ele. (...)

Não deixem de ler o post original:
Blog Pés no Sofá - Carta Aberta A Um Dux

21 de janeiro de 2014

Vacinas dos 18 Meses

Hoje foi dia de vacinas.
Esperámos pacientemente e depois tive a honra e o privilégio de ter o JB ao longo da consulta e da vacina no seu melhor!
Sem choros, curiosamente a olhar para tudo, bem disposto... reclamou da picadela mas sem alarido... reclamou das observações do médico mas nada que a mãozita na da mamã não tivesse resolvido.
Até agora não houveram reacções : nem febre, nem má disposição,... é um fortalhão!

Percentil de altura manteve-se nos 75 e do peso já vai acima dos 95...
Mas não o vejo mais gordo, maior sim mas mais gordo não- mais do que já era claro :))))))))))))) ! Acho que a estrutura dele por genética é mesmo larga e pesada.

A recomendação principal, já que tudo o resto corre bem e ele está dentro dos parâmetros de desenvolvimentos óptimos,  foi começar a estabelecer rotinas para usar a sanita ou o penico e então começar a deixar a fralda.
Uma nova etapa!


para ver mais fotos visitem-nos no instagram :-)



20 de janeiro de 2014

A Turquia Veio Até Cá A Casa

A titi B trouxe prendinhas :)))))))))))))))))))) entre outras há 2 que amei :)))

Ainda que para guardar, talvez mais 2 ou 3 anitos até que ele consiga sozinho, giro e gira o pião turco:

Vantagens: muito menos perigoso que os nossos tradicionais porque
não é pontiagudo e não se solta do fio - nem fura o pé nem a cabeça a ninguém ,
 também é de madeira  :-)

as botas maravilhosas para mim :)))))))) bordadas e feitas à medida e por encomenda (super confortáveis e muito mais bonitas ao vivo!!)



Um fim de semana tranquilo e com os programas mais comuns e corriqueiros : shopping e supermercado - prometi que nunca mais, no mínimo, junto as duas coisas!!!

Mas sempre em grande estilo e diversão aqui o príncipe:

Oh So Huggable - JB with swag!!
(História dos chapéus: o 1º - entrei numa loja de moda e na secção de homem estavam chapéus e o próprio JB agarrou no da foto colocou-o na cabeça e começou a posar; o 2º é da bisa e fez o mesmo. Pegou no chapéu e toca a passear ali à volta com ele - isto acontece 2 ou 3 minutos depois tira-os e não há quem o convença. :-) )
Oh So Huggable - lazy weekend

Lots of fun!!

foto do chapéu:
calça GAP (factory store USA)
gola alta Carter´s (factory store USA)
casaco lã Laranjinha (outlet)
botas Hunter (ebay)
lenço Zara Kids (saldos)
chapéus de adulto (Zara e da bisa antigo)

foto do urso:
calção Gocco (saldos)
casaco lã Laranjinha (outlet)
camisa branca A Barata Diz que Tem
meia calça Calcedónia (outlet)
sapatos Pé e Pato
no computador:
sweater Ralph Lauren (factory store USA)

17 de janeiro de 2014

As 10+ Melhores Canções Para Embalar Bebés

Desde que o JB nasceu que a música é uma constante na nossa vida como já o indicámos em alguns posts. Inicialmente muita música clássica, ouvimos alguma musica infantil (principalmente em Inglês) que ele adora e tento ir passando algum «bom» gosto musical (pelo menos do meu ponto de vista). Gosto de pensar que um dia ele também reconhecerá e compreenderá o meu gosto musical - ainda que o dele seja depois actualizado à época dele - isso aconteceu lá em casa! Que não seja um daqueles putos que se arrepiam só de ver o som da música ouvida pelos pais. Que ouça a dele e conheça, quem sabe até goste, da «minha». As pessoas que conheço com mais conhecimento e melhor gosto musical conhecem de tudo um pouco.

Com a oferta da T(i) e do Rato de uma sweater dos Ramones ficou fã do «hey ho, let´s go» - tornou-se um hino de reconhecimento lololol, no aniversário tivemos o luxo de uma oferta deliciosa do Fred e da Ana 2 cds gravados by Diniz - top para um chill out de qualidade.

Cruzei me esta semana com um artigo do Blitz com o top 10 deles, concordei com algumas - quase todas, menos com uma ou outra... e então aqui está o mesmo top 10+ reinventado e o meu teaser: e vocês, quais acrescentariam? - daí 10+.
Não direi que são de embalar... pode não resultar... mas para momentos mais calminhos e quem sabe consequentemente acabarem embalados :-)


  • Virginia Astley - "From Gardens Where We Feel Secure" (From Gardens Where We Feel Secure, 1983) .Nada melhor para embalar bebés do que sons de passarinhos e uma flauta pastoral. O álbum de estreia a solo de Virginia Astley (que é cunhada de Pete Townshend dos The Who...) é uma obra de culto, originalmente editada pela Rough Trade em 1983. As suas melodias evocam pastos verdejantes e eternos dias de primavera. Os bebés gostam disso. - (in Bliz) Concordo! É lindo!


  • Julee Cruise - "The Nightingale" (Floating Into The Night, 1989) Guitarra muito calma, carregada de reverb, voz sussurrada e muitos "uhus" garantem resultados quase imediatos. Ainda que a voz de Cruise e a música de Badalamenti possam, a espaços, ser assustadores (ouça-se a banda-sonora de Twin Peaks...), são também expoentes claros do chamado "dream pop" e, neste caso, garantem o efeito desejado: chamar o João Pestana.  - (in Bliz) Concordo! É lindo!


  • The Cure - "Lullaby" (Disintegration, 1989) . Mais uma voz sussurrada! Claro que Robert Smith podia assustar qualquer bebé com aquele cabelo, mas a melodia de cordas neste tema pode conseguir que o bebé parta para um mundo de sonhos. De certa forma, com este Disintegration, os Cure regressaram às sonoridades mais etéreas e negras, do domínio dos sonhos - e, por isso, uma "Lullaby" de melodia rebuscada faz todo o sentido. (in Bliz) - Sou fã!

  • Caetano Veloso - "Leãozinho" (Bicho, 1977) . Depois de trazer inspiração do Festival de Arte e Cultura Africana de Lagos, na Nigéria, Caetano Veloso criou "Bicho", um álbum que ignorava as revoluções musicais ocorridas em 1977 e aprofundava a sua veia de composição muito particular. "O Leãozinho" é uma das marcas dessa experiência - guitarra acústica, voz, assobio. Perfeita para embalar bebés. Nos trópicos - e cá também! (in Blitz) - esta é óbvia! é um clássico!

  • Cristina Branco - "Menino d'Oiro" (Abril, 2007) . A voz de Cristina Branco consegue embalar crianças e adultos, tal a sua profunda beleza. Mas neste tema do cancioneiro de José Afonso, incluído no seu recente álbum Abril, a sua voz emociona de forma quase inexplicável. É ouvir a forma como a palavra "trenó" soa quando Cristina a canta. Faz sonhar qualquer um... (in Blitz) - SEM DÚVIDA! é deliciosa esta voz!


  • Howie B - "Music For Babies" (Music For Babies, 1996) . O único homem do mundo que trabalhou com U2, Björk e The Gift fez um álbum inteiro a pensar nos bebés e chamou-lhe, só para confundir, Music For Babies. O tema-título é um tranquilizante exercício de música ambiental que, se conjugado com a parte mais caleidoscópica das emissões diárias do Baby TV, pode ter efeitos incríveis. (in Blitz) - esta foi uma das descobertas interessantes. É não só bom para embalar como também para tranquilizar uma mente inquieta em dias menos bons.


  • Raymond Scott - "Sleepy Time" (Soothing Sounds For Baby Vol. 1, 1997) . Raymond Scott foi um visionário e um pioneiro da electrónica que em 1964 editou uma série de três álbuns pensados precisamente para ajudar crianças a adormecer. O primeiro álbum era desenhado para crianças até aos seis meses, o segundo para bebés até um ano e o terceiro deveria surtir efeitos para os filhotes que tivessem até 18 meses. Na verdade, Scott inventou a música ambiental ainda o homem não tinha ido à Lua! (in Blitz) - electrónica para bebés... é muito à frente! Eu que não sou fã de electrónica adorei este trabalho.


  • Mecano - Hijo de la Luna (1991). Um dos grandes êxitos deste grupo espanhol que adoro. Esta musica conta uma lenda cigana - O filho da Lua. Adoro e é tão Mãe/Filho/Lua... tão eu :-) 
(...) Y en las noches que haya luna llena será porque el niño esté de buenas.
    y si el niño llora menguará la luna para hacerle una cuna (...)


    • Have I told You lately that I Love You - Van Morrison - um clássico das músicas românticas mas com uma letra que representa a minha maternidade tão bem! O que melhor para o embalar que lembra-lo que ele é amado? Van é o meu favorito - gosto da voz rouca dele - mas a versão Rod Stewart também é boa.

    • (the last but not the least) You Are My Sunshine - 1939 by Jimmie Davis and Charles Mitchell - é considerada música do estado de Louisiana (USA). Esta é a versão Johnny Cash que é calminha e profunda mas existem várias outras deliciosas. Eu a cantar: repetição repetida do refrão - são as palavras que nos interessam :-) 

    ... e agora que fiz a lista, estou pronta para fazer da 11ª à 20ª ... sou realmente de uma época priviligiada em termos de música... tanta coisa boa para ouvir!!!

    E vocês? Quais acrescentariam?

    14 de janeiro de 2014

    Slow Down Mummy

    Amo este poema...

    Slow down mummy, there is no need to rush,
    slow down mummy, what is all the fuss?
    Slow down mummy, make yourself a cup tea.
    Slow down mummy, come and spend some time with me.

    Slow down mummy, let's put our boots on and go out for a walk,
    let's kick at piles of leaves, and smile and laugh and talk.
    Slow down mummy, you look ever so tired,
    come sit and snuggle under the duvet and rest with me a while.

    Slow down mummy, those dirty dishes can wait,
    slow down mummy, let's have some fun, let's bake a cake!
    Slow down mummy I know you work a lot,
    but sometimes mummy, its nice when you just stop.

    Sit with us a minute,
    & listen to our day,
    spend a cherished moment,
    because our childhood is not here to stay! x

    Poem by Rebekah Knight at https://www.facebook.com/slowdownmummy1 — com @Rebekah Knight.1 e @slowdownmummy1.


    13 de janeiro de 2014

    Lisboa & Nós

    Mais uma viagem de comboio e um fim de semana para mimar a T(i) onde também acabámos mimados.
    Na viagem nem o sono nos atrapalhou a aventura :)) uns livrinhos favoritos, um brinquedo e o iPad ajudam sempre e de vez em quando uns passeios pelos corredores para distrair e 2 h passam num instante!

    Levaram-nos a jantar ao melhor restaurante chinês que fui até hoje (eu tinha fome... mas tudo me soube deliciosamente!!) - Grande Palácio Restaurante Hong Kong - não é por qualquer motivo que mais de metade dos clientes eram orientais. Recomendo!

    Fomos conhecer o Chiado Factory - está lindo!! Acabei fazendo lá a compra dos meus novos óculos - sim estou cada vez mais cegueta :(((( Aproveitei uma promoção que achei interessante: não cobram os aros se levarmos uns antigos e depois enviam os que recolherem para países pobres. Uma reciclagem importante.
    Ainda conseguimos ir visitar a nova loja A Vida Portuguesa no Intendente - outra que está linda!!!! Até fiz furinhos para um chocolate Regina e no barzinho ao lado servem um vinho quente que também recomendo vivamente :))))
    Provei rebuçadinhos bons na visita ao nosso querido Sid na Papabubble - a loja mais doce da baixa de Lisboa.

    A T(i) ofereceu um cd que faz parte de uma colecção com vários cds que me parecem interessantes... principalmente porque ainda nem planeava estar grávida e um dia passei em frente à loja e disse: «um dia gostaria desta colecção para um filho meu» :))))))))) Curiosamente ouvimos por primeira vez e ele reagiu - adorou :))))))))))) O seu primeiro cd de Ópera!!!


    No domingo foi dia de brunch em família - mais um local recomendável: U Chiado Trendy Bar - o brunch é fantástico, o espaço giro e bem frequentado, baby friendly pelo menos no brunch (importante!!) .
    ... andámos muitooooooo para variar... Chiado, Baixa, Príncipe Real e até Intendente. Nem a chuva de domingo nos parou.

    Hoje lá começámos a semana com muitos «To Do´s». Venha a vontade!



    10 de janeiro de 2014

    O Que Precisa Saber Uma Criança De 4 Anos?

    Infância não é carreira e filho não é troféu! - não podia estar mais de acordo!
    Nas andanças das redes sociais encontrei um site de uma comunidade educativa no Brasil e imediatamente me apeteceu não só partilha-lo mas também fazer aqui o registo do conteúdo do post que me levou até ele, por concordar tanto e por também eu me ter sentido de certa forma «aliviada» com o seu conteúdo!
    Será que sou só eu que algumas vezes tem aqueles ataquitos de medo e insegurança? - será que ele está a ser ensinado devidamente? Será que o vou saber ajudar a um desenvolvimento correto?
    Vem este vem aquele: o meu já salta, o meu já fala, o dela já canta e o outro já lê e já faz e já acontece... e por mais que não se queira pensam-se mil coisas....
    Estou «aliviada»! Afinal há gente que pensa como eu. Que tempo para saber ler e escrever e fazer mil outras coisas do género vai haver de sobra... que agora eles precisam de amor, brincar, aprender a SER, criar bons hábitos e voltar a amar, a sentir-se amado e brincar, brincar muito...

    Faço aqui quase um copy paste do artigo e recomendo que visitem o site - Toda Criança Pode Aprender . Acabei lendo alguns outros muito interessantes também.


    (...) Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria então sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.

    O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.

    Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffngton Post -, o que não só a entristeceu mas também a irritou foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.

    Para contrapor às listas indicadas pelas mães, em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100, Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem que uma criança deve saber.

    Veja alguns exemplos abaixo:
    • Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.
    • Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.
    • Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.
    • Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.
    • Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.
    • Deve saber que o mundo é mágico e ela também.
    • Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.
    • Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.

    E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:


    • Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.
    • Que o factor de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.
    • Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas actividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.
    • Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.
    • Que nossos filhos necessitam-nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das actividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.

    Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?

    Muito menos do que pensamos e muito mais.
    (...)


    Se quiserem ler o artigoriginal façam-no aqui: Huffington Post artigo de Alicia Bayer


    9 de janeiro de 2014

    8 de janeiro de 2014

    18 Meses

    18 Meses de JB...

    Está enorme, mimado, espertalhão... cada vez estou mais viciada neste pequeno tesouro.
    ah! Fã da lua como a mãe :)))))))))))



    7 de janeiro de 2014

    Aulas De Sobrevivência Aquática


    Precisamos na zona centro disto também: aulas de sobrevivência aquática!

    A Patrícia, autora do blog Com Bicharocos Carpinteiros , enviou-nos este vídeo e fiquei fascinada com o método - OBRIGADA, és sempre uma querida!

    Curiosidade: todas as crianças no video estão com colares de âmbar - fofos!!!



    Veja o video sobre Método inovador ensina bebés a sobreviverem se caírem ao mar, lagos ou piscinas
    (...) A maioria das crianças gosta de água e sente uma atração por mar, lagos e piscinas, o que é grande motivo preocupação para muitos pais. O número de mortes de crianças por afogamento é maior no Inverno. Já há em Portugal aulas de sobrevivência para bebés a partir dos 6 meses. (...)

    6 de janeiro de 2014

    «As Minhas 3 Palavras»

    Todos os anos, eu passo pelo desafio de olhar para a frente e estabelecer (ou tentar fazê-lo) metas, objectivos para o ano que entra… e vejo muitas pessoas a fazerem o mesmo…  algumas vezes com alguma dificuldade.

    Cheguei à conclusão que há momentos em que é mais fácil ir do macro para o micro e por isso decidi começar um exercício que já conhecia e que reconheço ser poderoso no nosso foco e então possíveis resultados e que tinha deixado de praticar. Foi criado por Chris Brogan em 2006 (podem ler aqui) e hoje tem vários seguidores em diferentes línguas.
    É um exercício onde escolho três palavras que uso como o FOCO CENTRAL dos meus objectivos e esforços para o ano que vem.

    Na hierarquia do planeamento do ano poderíamos dizer que é importante estabelecer:

    • A «big picture»
    • Visão
    • Metas
    • Plano de acção e estratégias
    • Calendário: mês/semana/dia


    Podemos dizer então que «as minhas 3 palavras» devem servir o 1º e/ou o 2º ponto desta hierarquia.

    Como exemplo: 1) em vez de dizer "eu quero perder 30 quilos e ser mais saudável" – o que a maior parte das vezes são objectivos tão mal estabelecidos, ou tão difíceis/fáceis de se encarar e cumprir que ficam esquecidíssimos uns dias mais tarde (e a frustração acumula-se ano atrás de ano por assim ser) - eu poderia ter algo como "verde", que me lembra a comer mais alimentos de origem vegetal em cada refeição, lembra-me actividades físicas, uma vida saudável… Lembro com mais facilidade, o foco central está lá sempre, a minha mente cria por metáfora a visualização do resultado – depois até posso estabelecer as metas inspiradas nesse foco – Verde (neste caso): emagrecer 4 Kg este mês, correr 15 minutos por dia.
    Outro exemplo: necessito ou quero investir mais em mim e por isso pretendo estudar mais, cumprir objectivos mais altos para subir de posto no trabalho, adquirir novas habilidades – se não tenho exactamente claro cada passo ou para inspirar a atitude para tudo isto poderia escolher a palavra: Evolução - porque o mundo não é estanque e a nossa vida também não deve ser, porque quando se evolui muda-se para melhor, porque me pode dar a imagem da «big picture» de algo – eu, a minha vida, os meus resultados – em mudança, crescimento, evolução portanto

    Como acredito na consciência colectiva e que vale bem mais 1% do esforço de 100 homens ao esforço de 100% de 1 homem, decidi lançar-vos o desafio – podemos criar aqui uma onde de motivação, foco e inspiração.

    A ideia é usar palavras que sirvam como GATILHOS PARA AS ACÇÕES que se pretendem tomar (por exemplo começar a fazer exercício e a comer mais saudável) ou talvez acções que se procure evitar (por exemplo estagnar no mesmo emprego ou com as mesmas habilidades).
    O desafio resumindo é então:
    Escolher três palavras que reflectem todos os aspectos da nossa vida, se possível. Se o foco no trabalho for demasiado, a nossa vida familiar e / ou a nossa saúde podem sofrer. Um desafio mais – o de nos esforçarmos para sermos mais holísticos nas nossas escolhas.
    Em relação à escolha das palavras é importante: que signifiquem algo para VOCÊ. Quem se importa se os outros não percebem?
    Gostaria que publicassem com o #tag : #3palavras2014 – escrevem as 3 palavras (com a explicação de cada uma se quiserem) e no final colocam #3palavras2014 (atenção: tudo junto!), podem publica-las no vosso perfil ou nos comentários deste post no Facebook, aqui num dos blogs, se quiserem para o meu email… e num post futuro (final do mês) farei a compilação de todas elas à imagem de outros bloggers estrangeiros que também seguem este desafio – obviamente que se não o fizerem, desde que o façam para vocês, considerarei o objectivo cumprido!
    Eu ainda não publiquei as minhas.

    Às vezes precisamos do «nosso tempo» para fazer as coisas.
    Sem pressa e sem pausa.

    Mas recordemos que é o foco para 2014 que já começou, logo é prioritário ter bem claro para onde vamos.

    Funciona!

    Façamos as coisas acontecer!

    Bem Haja 2014!



    (este post foi por mim, sua autora, duplicado no blog : Vinciti Excellentia )

    Feliz Dia de Reis

    Andámos muito virados para «dentro», para o lar, para nós e por isso um pouco ausentes das tecnologias nestes últimos dias de festas.
    Mas já regressámos à labuta ainda a ajustar os planos e desejos a realizar em 2014 - acho fundamental! 
    Um barco sem rumo não chega a nenhum porto. Uma vida sem sonhos é uma vida sem sabor.
    Descobri também que estou com um problema que tenho de enfrentar - um dos meus grandes, senão maior sonho era ser mãe. Sou mãe do bebé mais maravilhoso do (meu) mundo... e agora?
    Sempre tive e tenho sonhos, ambições... e necessidades - há vezes em que o anti-sonho funciona muito bem para nos obrigar a continuar a lutar: o anti-sonho podem ser as necessidades por exemplo, se não sabemos o que queremos, sabermos o que não queremos - mas a força que tinham em mim tem uma relevância menor. Isto não é um problema que me paralisa, mas acho que tenho de voltar a apimentar a urgência de algumas realizações. Nada que uns quantos desafios de reflexão, de auto-coaching não resolva :)))))

    Esta reflexão vem também motivada pelo Dia de Reis. Sempre soube e reflecti sobre o dia ainda que tal como quem me rodeia nunca o celebrei propriamente. A minha mãe quando pequenas todos os anos nos explicava o presépio e lembro-me de ir aproximando os Reis do menino Jesus até que no dia 6 os colocava em frente à gruta :)))))))))))))

    Com um filho «ibérico» nem que não queira a cultura do país vizinho chama-me mais a atenção porque um dia alguma coisa dela poderá ser interessante ou bom que ele conheça - (Dia de Reis em Espanha)
    Não enviámos no Natal mas enviámos nos Reis o miminho doce para a avó daquele lado.

    Feliz Dia dos Reis!



    ... Vou ver se «como a minha fatia»!

    História do Bolo Rei




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