2 de abril de 2013

Dia Internacional do Livro Infantil: «O Gatuno e o extraterrestre trombudo»



O Dia Internacional do Livro Infantil celebra-se anualmente no dia 2 de Abril.

Esta data é celebrada por iniciativa do Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens (IBBY), que em Portugal é representada pela Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil (APPLIJ).

O IBBY criou o Dia Internacional do Livro Infantil em 1967, para homenagear o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, (autor de algumas das histórias para crianças mais lidas em todo o mundo), cujo aniversário do nascimento é 2 de Abril.

@ Central Park, NY

Esta organização, IBBY (International Board on Books for Young People), assinala o dia sempre com uma mensagem de incentivo à leitura.
Este ano com um poema, dirigido às crianças de todo o mundo.
Alegria dos livros à volta do mundo é a mensagem, num belo poema de Pat Mora.


Alegria dos livros à volta do mundo

Lemos juntos, tu e eu.

Vemos que as letras formam palavras
e as palavras se transformam em livros
que seguramos na mão.

Ouvimos murmúrios
e rios agitados correndo pelas páginas,
ursos que cantam à lua
melodias divertidas.

Entramos em castelos misteriosos
e das nossas mãos crescem árvores em flor
até às nuvens. Vemos Meninas corajosas que voam
e rapazes que pescam estrelas cintilantes.
Tu e eu lemos, dando voltas e mais voltas,
alegria dos livros à volta do mundo.

Pat Mora 
(trad. Maria Carlos Loureiro)

Em Portugal, a DGLB publicou um cartaz para assinalar este dia, da autoria de Maria João Worm, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado.




De um artigo que acabo de ler (e que recomendo) sobre os livros de histórias - O Livro Recorda - deixo-vos a reflexão que me fez fervilhar e recordar os filmes que eu fazia na minha cabeça ao ler os meus livros na minha infância e adolescência:

(...) Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época.
Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos. (...)
A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século XIX, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava.
São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século XIX, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas.(...) O Livro Recorda. (...)



2010 @ Central Park, NY, «Alice in Wonderland» - um dos meus contos preferidos

Por isto tudo e não só vou à procura - on line claro! - hoje de mais um livro. Um livro que ainda não vive na Biblioteca do JB - «O Gatuno e o extraterrestre trombudo».
O livro é de uma mulher muito especial de quem gostamos muito e admiramos. A jornalista Maria João Lopes.
"O Gatuno e o extraterrestre trombudo" é o primeiro livro da Maria João, com a história que venceu o Prémio Branquinho da Fonseca 2011, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo jornal Expresso, na categoria "Obra de Literatura para a Infância" e com ilustrações fantásticas de Paulo Galindro.


A autora inspirou-se no seu gato preto Fellini, que é um trapalhão, curioso, desastrado, meigo, assustadiço e pouco esperto.

"O Gatuno já não sabe o que há de fazer. A sua pacata vida de gato de repente ameaçada pela chegada de um ser muito estranho, todo verde, com rodinhas e uma tromba enorme através da qual respira, cheira e come! Mas a ele não o engana, não. Aquilo é de certeza um extraterrestre, um alien igualzinho aos que aparecem na televisão. Esta criatura do outro mundo quer de certeza apoderar-se do seu território, especialmente da marquise lá de casa, e ganhar o afeto dos donos, tudo para ele, pobre gato, passa para segundo plano.(...)"


Autor: Maria João Lopes
Ilustração: Paulo Galindro
Edição: Dinalivro


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